{"id":1782,"date":"2016-04-20T20:57:47","date_gmt":"2016-04-20T20:57:47","guid":{"rendered":"http:\/\/lopescancado.adv.br\/blogger\/?p=1782"},"modified":"2016-04-20T20:57:47","modified_gmt":"2016-04-20T20:57:47","slug":"gerente-que-cometeu-assedio-ressarcira-empresa-que-indenizou-vitima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lopescancado.adv.br\/?p=1782","title":{"rendered":"Gerente que cometeu ass\u00e9dio ressarcir\u00e1 empresa que indenizou v\u00edtima"},"content":{"rendered":"<p>Considerando o\u00a0artigo 934 do\u00a0C\u00f3digo Civil, que disp\u00f5e sobre o direito de regresso para ressarcimento do dano causado por outrem, a 4\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decis\u00e3o que condenou um ex-gerente\u00a0a ressarcir a empresa que trabalhava\u00a0do valor pago a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o a uma empregada a quem assediou moralmente. O relator, ministro Jo\u00e3o Oreste Dalazen, destacou na sess\u00e3o que se trata de um caso incomum. &#8220;O empregado foi condenado ao ressarcimento de uma indeniza\u00e7\u00e3o a que deu causa em virtude de ass\u00e9dio moral&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Admitido como coordenador t\u00e9cnico em mar\u00e7o de 2008 para prestar servi\u00e7os a uma empresa de telefonia,\u00a0ele foi dispensado em fevereiro de 2009, ap\u00f3s atuar como gerente. Depois de dispensado, ajuizou a\u00e7\u00e3o trabalhista contra as duas empresas, mas a empregadora apresentou pedido de reconven\u00e7\u00e3o (a\u00e7\u00e3o do r\u00e9u contra o autor, no mesmo processo) visando ao ressarcimento de indeniza\u00e7\u00e3o fixada em outra reclama\u00e7\u00e3o, na qual ficou comprovado que o coordenador praticou ass\u00e9dio moral contra uma subordinada.<!--more--><\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 5\u00aa Vara do Trabalho de Aracaju (SE) aceitou a reconven\u00e7\u00e3o e julgou procedente o pedido da empresa para ser ressarcida do valor da indeniza\u00e7\u00e3o, que, segundo ela, foi de cerca de R$ 110 mil. O Tribunal Regional do Trabalho da 20\u00aa Regi\u00e3o (SE) manteve a senten\u00e7a quanto \u00e0 reconven\u00e7\u00e3o, observando que j\u00e1 havia ocorrido a execu\u00e7\u00e3o definitiva do processo de indeniza\u00e7\u00e3o, com os valores liberados \u00e0 trabalhadora v\u00edtima do ass\u00e9dio.<\/p>\n<p>Com o agravo de instrumento ao TST, o trabalhador tinha inten\u00e7\u00e3o de ver examinado seu recurso de revista, cujo seguimento foi negado pelo TRT-SE. Avaliando o caso, por\u00e9m, o ministro Dalazen n\u00e3o identificou viola\u00e7\u00e3o do artigo 5\u00b0, inciso LV, da\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, conforme alegou o profissional quanto \u00e0 decis\u00e3o que o condenou.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, a senten\u00e7a decorreu da comprova\u00e7\u00e3o, em ju\u00edzo, de ato il\u00edcito praticado pelo empregado, que culminou com a condena\u00e7\u00e3o da empresa ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral. A condena\u00e7\u00e3o, em reconven\u00e7\u00e3o, ocorreu com base na responsabilidade do empregado em face do empregador, conforme prev\u00ea o artigo 934 do\u00a0C\u00f3digo Civil. &#8220;Agora a empresa est\u00e1 cobrando, com raz\u00e3o, o ressarcimento dos valores que pagou&#8221;, afirmou. Para a ministra Maria de Assis Calsing, trata-se das &#8220;duas faces da moeda&#8221;. <em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TST.<\/em><\/p>\n<p><strong>AIRR-106700-90.2009.5.20.0005<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerando o\u00a0artigo 934 do\u00a0C\u00f3digo Civil, que disp\u00f5e sobre o direito de regresso para ressarcimento do dano causado por outrem, a 4\u00aa Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decis\u00e3o que condenou um ex-gerente\u00a0a ressarcir a empresa que trabalhava\u00a0do valor pago a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o a uma empregada a quem assediou moralmente. 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