{"id":2559,"date":"2019-12-19T21:42:18","date_gmt":"2019-12-19T21:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/lopescancado.adv.br\/?p=2559"},"modified":"2019-12-19T21:42:18","modified_gmt":"2019-12-19T21:42:18","slug":"justica-determina-que-sus-pague-tratamento-de-cancer-que-custa-r-464-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lopescancado.adv.br\/?p=2559","title":{"rendered":"Justi\u00e7a determina que SUS pague tratamento de c\u00e2ncer que custa R$ 464 mil"},"content":{"rendered":"<div>Um paciente diagnosticado<strong>\u00a0linfoma de Hodgkin<\/strong>\u00a0conseguiu na\u00a0<strong>Justi\u00e7a<\/strong>\u00a0o\u00a0<strong>direito<\/strong>\u00a0de se tratar\u00a0<strong>gratuitamente\u00a0<\/strong>com o rem\u00e9dio\u00a0<strong>Nivolumab<\/strong>. Ap\u00f3s vit\u00f3ria em primeira inst\u00e2ncia, o homem de 37 anos obteve nova vit\u00f3ria no Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (<strong>TRF-4<\/strong>), em Porto Alegre, que confirmou a decis\u00e3o anterior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o tribunal, a Uni\u00e3o deve fornecer gratuitamente o medicamento para o paciente, que mora em Foz do Igua\u00e7u (PR). O julgamento foi realizado no dia 3 pela Turma Regional Suplementar do Paran\u00e1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Nivolumab ainda n\u00e3o \u00e9 fornecido pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Ao recorrer ao TRF-4, a Uni\u00e3o questionou o registro do rem\u00e9dio na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (<strong>Anvisa<\/strong>). O tribunal, no entanto, deu raz\u00e3o ao paciente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O linfoma de Hodgkin \u00e9 um tipo de c\u00e2ncer que se origina no sistema linf\u00e1tico. O homem de 37 anos, representado legalmente por sua m\u00e3e, ajuizou em agosto do ano passado. Ele alegou ter passado por tratamento com diversos medicamentos disponibilizados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (<strong>SUS<\/strong>) sem que houvesse melhora em seu quadro cl\u00ednico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O paciente ainda relatou que fez transplante de medula \u00f3ssea, mas houve rejei\u00e7\u00e3o ao procedimento. Segundo os autos, o Nivolumab, rem\u00e9dio n\u00e3o fornecido pelo SUS, seria a \u00fanica possibilidade de interrup\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o da doen\u00e7a.<\/div>\n<div>\n<h3>R$ 464 mil por ano<\/h3>\n<div>A fam\u00edlia do autor declarou ainda n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es financeiras de arcar com o custo das dosagens, or\u00e7adas no valor de R$ 464 mil para o primeiro ano de aplica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ju\u00edzo da 1\u00aa Vara Federal de Foz concedeu liminarmente o f\u00e1rmaco e posteriormente julgou procedente o pedido do autor, determinando que o fornecimento fosse de responsabilidade da Uni\u00e3o &#8220;devido ao alto custo do tratamento&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como medidas para garantir a concess\u00e3o do rem\u00e9dio, ficou estipulado pelo ju\u00edzo que o paciente deveria apresentar a cada seis meses receitu\u00e1rio atualizado pelo seu m\u00e9dico e, em caso de interrup\u00e7\u00e3o do tratamento, a devolu\u00e7\u00e3o das doses excedentes ou n\u00e3o utilizadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Uni\u00e3o recorreu da decis\u00e3o ao TRF-4 alegando que o Nivolumab n\u00e3o possuiria registro na Anvisa para a patologia do autor, sendo o uso &#8220;off label&#8221; (quando a indica\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico n\u00e3o segue as recomenda\u00e7\u00f5es da bula) &#8220;expressamente vedado pela legisla\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Turma Regional Suplementar do Paran\u00e1 negou de forma un\u00e2nime o recurso e manteve o entendimento adotado em primeira inst\u00e2ncia. O relator do caso, desembargador federal Luiz Fernando Wowk Penteado, afirmou em seu voto que o tratamento do autor est\u00e1 de acordo com as hip\u00f3teses previstas na bula do medicamento, n\u00e3o ficando caracterizado o uso &#8220;off label&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;O Nivolumabe foi aprovado pela Anvisa em outubro de 2017 para tratamento de linfoma de pacientes que tiveram o retorno da doen\u00e7a ou progrediram p\u00f3s-transplante e uso de brentuximabe vedotina (que \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do autor deste caso), por oferecer ganho de resposta com qualidade de vida. De fato, conforme a bula ao paciente, uma das indica\u00e7\u00f5es do f\u00e1rmaco \u00e9 para o tratamento de Linfoma de Hodgkin cl\u00e1ssico em recidiva (volta da doen\u00e7a) ou refrat\u00e1rio (que n\u00e3o respondeu) ap\u00f3s terapias anteriores, incluindo transplante das pr\u00f3prias c\u00e9lulas produtoras de sangue do paciente&#8221;, observou o magistrado.<br \/>\n<em><br \/>\nCom informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Estado<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div>Fonte:\u00a0https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/brasil\/2019\/12\/16\/interna-brasil,814457\/justica-determina-que-sus-pague-tratamento-de-cancer-que-custa-r-464.shtml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um paciente diagnosticado\u00a0linfoma de Hodgkin\u00a0conseguiu na\u00a0Justi\u00e7a\u00a0o\u00a0direito\u00a0de se tratar\u00a0gratuitamente\u00a0com o rem\u00e9dio\u00a0Nivolumab. 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